Em certas tradições mágicas, os discípulos tiram um dia por ano - ou um final de semana, se for necessário - para entrar em contato com os objetos de sua casa.
Tocam cada coisa e perguntam em voz alta:
- Preciso realmente disto?
Pegam os livros da estante:
- Vou reler este livro algum dia?
Olham as recordações que guardaram:
- Ainda considero importante o momento que estes objetos me faz lembrar?
Abrem todos os armários:
- Há quanto tempo tenho isto e não usei? Será que vou precisar mesmo?
Diz o Mestre:
As coisas têm energia própria. Quando não utilizadas, terminam se transformando em água parada dentro de casa – um bom lugar para mosquitos e podridão.
É preciso estar atento, deixar a energia fluir livremente. Se você mantém o que é velho, o novo não tem espaço para manifestar-se.
Vamos aproveitar este momento de fim de ano para renovarmos nossas energias, aprendendo com nossos erros, celebrarmos nossas conquistas e elevarmos nossos pensamentos a Deus, pois sem ele nada é possível.
Presentes são bons, mas verdadeiro amor nunca apodrece
Lembremos do real simbolismo desta data: Deus se fez homem através de Jesus o Cristo e com este gesto, nos iluminou com seu amor, tornando-nos sim a sua imagem e semelhança, para que também possamos alcançar a iluminação através de nossos atos e conquistas
Muita saúde, sabedoria e luz neste ano que inicia...
FELIZ 2011
Primeira parte do texto retirado de:
Coelho, Paulo. Maktub. Editora Rocco, Rio de Janeiro. 1994. 98pp.